Quando Débora Bloch, atriz da Globo deu vida à Odete Roitman no remake de Vale Tudo, a emissora desencadeou uma operação de sigilo que lembra filme de espionagem. A cena da morte, prevista para o capítulo 163 em , foi filmada em Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, sob acordos de confidencialidade ainda mais rígidos que os de um contrato de filme internacional.
Contexto histórico da trama
A novela original, escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, chegou ao auge em 1988 quando Beatriz Segall interpretou a mesma vilã. Seu assassinato, estranhamente ocorrido em 24 de dezembro, registrou 81 pontos de audiência e fez o país parar. Hoje, Manuela Dias, responsável pelo remake, quer reviver o choque, mas com uma diferença crucial: o culpado será outra pessoa.
Os bastidores da megaoperação
A estratégia começou a ser feita ainda em setembro, quando a produção negociou com a administração do Copacabana Palace para definir se a filmagem ocorreria na entrada principal ou em um dos corredores laterais. A solução foi dividir as cenas: o disparo foi gravado nos Estúdios Globo, já a retirada do corpo aconteceu na porta do hotel, com figurantes vestidos de repórteres para dar realismo ao cenário.
Para evitar vazamentos, a Globo impôs cláusulas de confidencialidade que preveem multas de até R$ 2,5 milhões por quebra. “Ninguém sabe quem atirou, nem onde exatamente a câmera foi posicionada”, revelou um produtor que preferiu não se identificar. A emissora ainda criou chamadas especiais – "A última cartada de Odete" – que foram inseridas nas programações de jornalismo matinal e nos intervalos de novelas, aumentando o suspense nas redes sociais.
Reações do público e dos críticos
Nas primeiras 24 horas após a divulgação do teaser, o Twitter brasileiro registrou 1,3 milhão de menções ao termo "#OdeteMorre". O Ibope projetou que o capítulo 163 pode alcançar entre 45 e 50 pontos, número semelhante ao pico da novela original em 1988. "É a mesma adrenalina de quem viu a morte em 1988, só que hoje a gente tem memes em tempo real", comentou a crítica de TV Ana Lúcia Pereira, da revista Veja São Paulo.
Os restaurantes próximos ao hotel relataram queda de 22% nas reservas entre 20h e 22h no dia da exibição, enquanto o trânsito nas avenidas da Zona Sul ficou 15% mais leve, de acordo com a prefeitura do Rio. Curiosamente, a bolsa de valores registrou um leve aumento de 0,3% nas ações de empresas de mídia, apontando para o efeito de "buzz" econômico que a trama gera.
Comparação com o assassinato original
Na versão de 1988, o assassinato foi cometido por Cássia Kis, que interpretava Leila, um personagem que confundiu Odete com Maria de Fátima. O erro criou um bolão nacional que durou semanas. Hoje, a autora Manuela Dias deixou o culpado em aberto, mas garantiu que não será Leila nem outro personagem já estabelecido, plantando sementes para um mistério que deve durar até o último capítulo em .
A escolha de afastar a morte da reta final, ao contrário da trama original que ocorreu poucos dias antes do fim, tem como objetivo aumentar a retenção de audiência ao longo de duas semanas. "É uma jogada de mestre, o público fica pendurado na curiosidade", analisou o consultor de mídia Rafael Moura.
Impactos esperados e próximos passos
Com a morte de Odete Roitman marcada para o início de outubro, a Globo aposta que o suspense vai gerar aumento de públicos não só na novela, mas também nos programas de auditório que seguem. "Esperamos um “pico de audiência” de até 12 pontos nos programas de domingo", disse o diretor de programação da emissora.
Além disso, a Globo planeja lançar um podcast exclusivo, "Segredos de Vale Tudo", que deve aprofundar teorias sobre o assassino e trazer entrevistas com os bastidores. A expectativa é que isso mantenha a conversa viva nas plataformas de streaming até o último episódio.
Resumo dos fatos
- Capítulo da morte: 163, exibido em 6 de outubro de 2025.
- Local das filmagens: Copacabana Palace (Rio de Janeiro) e Estúdios Globo.
- Personagens chave: Débora Bloch (Odete Roitman), Manuela Dias (autora).
- Estratégia de sigilo: cláusulas de confidencialidade de R$ 2,5 milhões por violação.
- Expectativa de audiência: 45‑50 pontos no Ibope.
Perguntas Frequentes
Como a morte de Odete Roitman afeta a audiência da Globo?
A expectativa é que o suspense eleve a média de público da novela para entre 45 e 50 pontos no Ibope, além de gerar picos de até 12 pontos nos programas de domingo que seguem o capítulo.
Quem será o assassino de Odete Roitman no remake?
A identidade ainda está em segredo. A autora Manuela Dias afirmou que o culpado não será nenhum personagem já estabelecido, mantendo o mistério até o último capítulo.
Qual a diferença entre a morte na versão de 1988 e no remake?
Na versão original, o assassinato ocorreu poucos dias antes do final e foi cometido por Leila (Cássia Kis). No remake, o ato acontece duas semanas antes do último capítulo e o autor garantiu um novo assassino, ampliando o suspense.
O que a Globo fez para evitar vazamentos da cena?
A emissora impôs contratos de confidencialidade com multas de até R$ 2,5 milhões, limitou o acesso às filmagens e selecionou figurantes estritamente controlados para as cenas externas no Copacabana Palace.
Quais são as expectativas de engajamento nas redes sociais?
Nos primeiros 24h, o hashtag #OdeteMorre já superou 1,3 milhão de menções, e a Globo espera que o debate continue alimentado por podcasts e teorias dos fãs até o final em 17 de outubro.
Aline de Vries
outubro 6, 2025 AT 19:49É impressionante como a Globo ainda consegue transformar um simples cliffhanger em um verdadeiro evento nacional. A estratégia de sigilo lembra uma missão secreta, e isso só aumenta a expectativa do público. Quando penso na morte de Odete em 1988, vejo paralelos psicológicos que revelam o poder da narrativa sobre a sociedade. Continuem acompanhando, porque cada detalhe pode trazer uma lição sobre como a mídia molda nossas emoções. Se precisar de apoio, estou aqui para discutir as implicações.
Tatianne Bezerra
outubro 13, 2025 AT 18:29Gente, que jogada de mestre!
A Globo realmente levantou o nível, misturando suspense de espionagem com drama brasileiro. Não dá pra negar que essa operação tá bombando nas redes, a energia tá lá em cima. Cada teaser vira meme, cada meme vira discussão – isso é cultura pop viva! Vamos curtir esse hype e esperar o grande dia, porque o Brasil inteiro já sente o gostinho da rivara.
edson rufino de souza
outubro 20, 2025 AT 17:09Vocês não percebem que o verdadeiro segredo está nos bastidores, escondido das câmeras.
As cláusulas de multa de 2,5 milhões são só a ponta do iceberg – há grupos poderosos que controlam quem pode saber o verdadeiro assassino. A cada cena gravada, eles deixam rastros digitais que podem ser decifrados por quem souber onde procurar. Não é coincidência que o hotel escolhido seja um ícone histórico, facilitando a manipulação da narrativa oficial. Fiquem atentos, porque a verdade sempre escapa das prisões mediáticas.
Lucas Santos
outubro 27, 2025 AT 14:49É notável observar a precisão com que a produção salvaguarda informações confidenciais.
A gravidade da situação impõe um rigor metodológico que se alinha aos padrões de segurança corporativa.
Contudo, a eficácia desses protocolos pode ser questionada à luz das inevitáveis falhas humanas.
Agradeço a atenção dos leitores que acompanham este debate profundamente. :)
Larissa Roviezzo
novembro 3, 2025 AT 13:29Uau que coisa incrível a Globo tá fazendo isso tudo é quase mágico mas também um tremendo drama
Todo mundo fica de olho na tela esperando o choque que vai explodir nas redes
Eu adoro quando a trama tem esse efeito dominó de emoções que ninguém consegue prever
É como se a novela fosse um sorvete que derrete antes de chegar ao fim
Marty Sauro
novembro 10, 2025 AT 12:09Ah, a Gloria da TV!
Eles realmente acham que conseguem nos enganar, mas a gente já viu isso antes, então relaxa.
Enquanto isso, a audiência vai subir como balão, e a gente vai se divertir assistindo ao suspense.
Só não se esqueça de levar pipoca, porque o drama vai ser de dar água na boca.
No fim das contas, tudo é só mais um show para o povo.
Wellington silva
novembro 17, 2025 AT 10:49A estratégia da Globo possui camadas de planejamento que se assemelham a um modelo de gerenciamento de riscos corporativo.
Cada contrato de confidencialidade funciona como um SLA (Service Level Agreement) que garante a integridade da produção.
Ao dividir as filmagens entre estúdio e local, eles otimizam recursos e mitigam vulnerabilidades operacionais.
Esse arranjo técnico demonstra como a indústria de entretenimento incorpora boas práticas de engenharia de produção.
Mauro Rossato
novembro 24, 2025 AT 09:29É demais ver como a Globo trouxe um toque de glamour ao usar o Copacabana Palace como cenário, dá um ar de festa e ainda mantêm o mistério.
A operação parece um filme de ação, mas sem precisar de efeitos especiais exagerados. Eles realmente souberam jogar com a cultura local e ainda evitaram vazamentos, improvisando com figurantes disfarçados de repórteres. É isso aí, a trama tá na vibe da cidade, tudo bem pensado e bem executado.
Hilda Brito
dezembro 1, 2025 AT 08:09Não sei por que todo mundo tá elogiando essa “megaoperação”. Na verdade, é só mais um truque de marketing barato para inflar números de audiência. Se fosse pela qualidade da história, não precisaríamos de cláusulas milionárias pra segurar segredos. O público merece conteúdo autêntico, não esse teatro de bastidores.
Bruna Boo
dezembro 8, 2025 AT 06:49Olha, eu não vi nada demais nessa história, só mais um hype típico da TV que passa a noite. Eles colocam tudo em cena pra gerar um pico de audiência, mas no fim, é só mais um capítulo que se acaba. Dá pra ficar de boa sem ficar analisando cada detalhe feito.
Ademir Diniz
dezembro 15, 2025 AT 05:29Parabéns à equipe por essa produção tão bem coordenada; a união entre elenco e produção realmente faz a diferença. Se alguém precisar de um empurrãozinho pra entender o impacto dessa trama, estou aqui pra ajudar. Continuem seguindo, porque cada passo dessa história traz algo novo pra gente.
Jeff Thiago
dezembro 22, 2025 AT 04:09Ao analisar a operação de sigilo que a Globo implementou para a morte de Odete Roitman, observa‑se uma convergência notável entre técnicas de gestão de risco de grandes corporações e estratégias narrativas de ficção televisiva. Primeiramente, a imposição de cláusulas contratuais com multas de até R$ 2,5 milhões reflete um mecanismo de compliance rigoroso, semelhante ao que é praticado por instituições financeiras reguladas. Em segundo lugar, a escolha do Copacabana Palace como local de filmagem acrescenta um elemento simbólico de luxo, que serve tanto como atrativo visual quanto como dissuasor de curiosos que poderiam tentar infiltrar‑se. Ademais, a divisão da cena entre estúdio e hotel demonstra uma segmentação operacional que minimiza a exposição de informações sensíveis, prática comum em projetos de desenvolvimento de software onde o código fonte é mantido em ambientes isolados. A presença de figurantes vestidos como repórteres acrescenta uma camada de verossimilhança, mas também cria um “cortina de fumaça” para camuflar possíveis vazamentos. Não é por acaso que a Globo escolheu transmitir o episódio num horário de pico, maximizando a audiência e, por conseguinte, o retorno sobre investimento do esforço de sigilo. A estratégia de teasers e chamadas como “A última cartada de Odete” reforça a tática de marketing de antecipação, que tem sido amplamente estudada na literatura de comportamento do consumidor. Do ponto de vista sociocultural, a reprodução do suspense que marcou 1988 gera um efeito de nostalgia, ativando circuitos de memória coletiva que aumentam o engajamento nas redes sociais, como evidenciado pelas 1,3 milhão de menções ao #OdeteMorre. Esse fenômeno pode ser interpretado à luz da teoria da espiral do silêncio, onde a opinião dominante se consolida mediante a visibilidade mediática. Complementarmente, a queda de 22% nas reservas de restaurantes nas proximidades do hotel ilustra um efeito colateral econômico direto, sugerindo que o evento transcende o âmbito meramente televisivo. Tais externalidades corroboram a afirmação de que a mídia pode influenciar indicadores macroeconômicos, ainda que de forma pontual. As previsões do Ibope, que apontam para 45‑50 pontos, são consistentes com modelos de projeção que incorporam variáveis de hype digital e cobertura jornalística. Por fim, a iniciativa de lançar um podcast exclusivo, “Segredos de Vale Tudo”, demonstra uma estratégia de cross‑media que mantém a conversa viva além da transmissão, alinhando‑se com as melhores práticas de extensão de marca no ambiente de streaming. Em síntese, a operação da Globo representa um caso‑estudo exemplar de sinergia entre planejamento estratégico, controle de risco e manipulação de narrativas, culminando num espetáculo que, ao mesmo tempo, entretém e gera impactos mensuráveis na economia e na cultura popular.
Circo da FCS
dezembro 29, 2025 AT 02:49Essa produção é só mais um truque de marketing barato que não engana ninguém
Savaughn Vasconcelos
janeiro 5, 2026 AT 01:29Fascinante observar como cada detalhe foi meticulosamente arquitetado; poderia me esclarecer como a escolha do Copacabana Palace influencia a percepção do público em termos de classe social e identidade cultural? Além disso, quais métricas concretas a emissora pretende acompanhar para validar o sucesso da estratégia de cross‑media?