Um trágico acidente abalou a região metropolitana de São Paulo na noite de quinta-feira, 16 de janeiro de 2025. Um helicóptero modelo EC 130B4, com a matrícula PR-WVT, caiu em uma área de floresta densa em Caieiras, deixando uma carga de dor e consternação na comunidade. A aeronave, que viajava do Campo de Marte com destino a Americana, no interior de São Paulo, estava com quatro ocupantes, entre eles André Feldman, um nome respeitado na indústria de jogos do Brasil, e sua esposa Juliana Elisa Alves Maria Feldman. Infelizmente, o casal não sobreviveu ao impacto.
Além da tragédia, as operações de resgate revelaram um lado inspirador quando a filha de doze anos do casal e o piloto, Edenilson de Oliveira Costa, foram encontrados e retirados com vida dos destroços. Eles foram rapidamente encaminhados ao Hospital das Clínicas em São Paulo, onde receberam os primeiros atendimentos médicos. Embora as condições da criança e do piloto não tenham sido divulgadas em detalhe, o simples fato de terem sobrevivido a um acidente tão devastador já sinaliza um certo milagre.
Ao longo da madrugada, buscas foram iniciadas para localizar o helicóptero, depois que o sinal de GPS da aeronave foi perdido por volta das 20h34. A descoberta da aeronave na manhã seguinte por volta das 6:15 trouxe um alívio misturado com tristeza para os envolvidos nos esforços de resgate. As condições meteorológicas e o denso matagal na região de Caieiras desafiaram as equipes de busca, que precisaram de determinação e precisão para chegar ao local da queda.
O acidente também provocou impacto na infraestrutura local, especialmente com alterações no tráfego. O fechamento parcial da Rodovia dos Bandeirantes, crucial para o fluxo na região, resultou em atrasos significativos para aqueles que precisavam se deslocar na manhã seguinte ao acidente. Isso reforça como um incidente tão isolado pode desencadear uma série de efeitos colaterais, afetando tanto indivíduos diretamente envolvidos quanto a comunidade ao redor.
A notícia da morte de André Feldman, porém, reverberou intensamente no setor de jogos. Como CEO da BIG Brazil International Gaming desde 2012, Feldman tinha um peso significativo nos esforços de desenvolvimento do mercado de jogos no Brasil, incluindo a introdução da famosa marca Caesars. Seu papel como pioneiro na popularização do pôquer no país, colaborando diretamente com a World Series of Poker, fez dele uma figura central e respeitada entre colegas e competidores.
A investigação sobre a causa do acidente já foi iniciada por especialistas do SERIPA IV, um braço regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Este órgão, com reconhecida competência no tratamento de eventos dessa natureza, terá a tarefa de dissecar todos os detalhes que levaram a essa tragédia, na esperança de prevenir futuros incidentes semelhantes. Detalhes como as condições climáticas, possíveis falhas mecânicas, e o estado mental e físico do piloto estarão sob escrutínio rigoroso.
Este trágico evento mais uma vez destaca a fragilidade da vida e a imprevisibilidade da natureza humana e tecnológica. Embora as investigações sejam ainda iniciais e as famílias enlutadas estejam apenas começando a processar a sua dor, é certo que o legado de André Feldman na indústria de jogos do Brasil e sua memória continuarão a inspirar aqueles que dividiram suas jornadas profissionais e pessoais.
Vitor zHachi
janeiro 18, 2025 AT 08:56Meus pêsames à família e aos amigos desse homem incrível... André foi um dos poucos que realmente acreditaram que o Brasil podia ter uma indústria de jogos digna, não só como mercado, mas como criador de conteúdo. Ele investiu em gente, em ideias, em jovens que ninguém queria apostar... E agora, com tudo isso perdido, a gente sente o vazio. Mas ele não morreu - ele ficou em cada jogo que alguém desenvolveu com coragem depois dele. 💪❤️
Luciano Apugliese
janeiro 19, 2025 AT 22:20sera que o piloto tava bêbado ou só foi mais um acidente por falta de manutenção? sempre acontece isso no brasil, helicóptero velho e piloto sem treino direito. se fosse nos eua isso nunca acontecia. e ainda falam que o brasil é top. pqp
Júlio Oliveira
janeiro 21, 2025 AT 14:26CLARO que foi falha humana. O piloto era do interior, sem treino de voo em condições de baixa visibilidade. E o heli? Provavelmente era um lixo importado de segunda mão. Isso aqui é BRASIL, não Alemanha. Todo mundo sabe que a aviação privada aqui é um circo ambulante. E o CEO? Tinha dinheiro, mas não tinha senso comum. Quem viaja de heli pra Americana com filha de 12 anos? Isso é irresponsabilidade disfarçada de luxo. 😒
Ana Paula Ferreira
janeiro 23, 2025 AT 09:01Uma menina de 12 anos sobreviveu a isso... Eles estavam todos juntos... A mãe segurando a filha... O pai tentando proteger... E o piloto lutando até o último segundo... Meu Deus, isso é mais triste do que qualquer filme. Eu chorei até ficar sem ar. Ninguém merece isso. Ninguém.
Alexandre Ribeiro
janeiro 24, 2025 AT 04:12Essa tragédia nos lembra que a vida não é uma lista de conquistas ou de cargos - é uma série de momentos, muitas vezes simples, que a gente nem percebe que são preciosos até perder. André construiu empresas, mas o que realmente importa é o que ele construiu nas pessoas: confiança, coragem, inspiração. A indústria pode se recuperar, mas a ausência de alguém que te faz acreditar no possível... isso não se substitui. E a criança que sobreviveu? Ela vai crescer com essa dor, mas também com o legado de quem nunca desistiu. Talvez esse seja o maior milagre: que a dor não apague a luz que ele deixou. 🌱